Olá amigos fugitivos, sim, isso é um post meu e o blog não morreu e pensando em como o calvo do Musk vem tratando a plataforma que ele comprou, me arrisco a dizer que vem aí um renascimento dos blogs e newsletter, inclusive algo que casa com a nostalgia dos anos 2000 que está chegando, inclusive eu fiz um post puro suco de nostalgia 2000 (não foi MDM que fez primeiro e sim o Rota, chupa Hell), mas deixando de divagar vamos falar do que importa, o Balconista III, um livro que fecha com chave de ouro aquele sonho de menino que começou em 1994.
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metalinguagem |
Esse post vai falar sim do que eu acredito ser o último da saga do Balconista por motivos de ser um ótimo e poético fechamento, mas quero falar sobre o primeiro filme e tudo que nos trouxe até aqui, seguir desbravando o que tornou esse terceiro filme tão especial e sem contar sobre os outros dois e sobre o que o Kevin produziu ao longo do caminho fica meio inviável e dito isso, bora nessa !
Já começo reforçando algo que eu sempre disse em vários posts e podcasts que precisam voltar a ser gravados minha admiração pelo criador, roteirista e diretor de O Balconista, pra começar ambos fomos balconistas,não diga, e assistir um filme onde o personagem tinha uma idade semelhante a minha e algumas das frustrações foi especial e gerou uma identificação instantânea que só foi crescendo ao ver o esforço para financiar o primeiro filme e a coragem de lançar em um festival. Os filmes seguintes ainda tinham o toque de gênio que era o humor ácido com toques de cultura pop bem aplicados, Barrados no Shopping tem o arquétipos dos jovens do final dos anos 90 assim como procura-se Amy traz uma discussão muito bem feita sobre o machismo estrutural e o quão imaturos sexualmente homens conseguem ser ao perceber que suas parceiras são mais sexualmente mais experientes que os próprios e trazendo toda essa experiência e maturidade o roteiro de O Balconista 2 só teve a crescer.
Os amigos feitos ao longo da jornada foram vistos em O Império do Besteirol contra-ataca e também nos dá uma visão do quão longe o diretor chegou na indústria e das amizades que fez e tudo isso somado nos trás mais pontos relevantes para Randaw e Dante, nossos protagonistas. Dante é agora um homem na casa dos 30 anos passando por um dilema romântico que não é mais algo bobo e sim sobre a chance de um relacionamento morno, porém estável e economicamente lucrativo ou uma paixão intensa que poderia se apagar logo, mas traz alegria durante sua duração, como já ouvi em podcasts e li em entrevistas e tweets do Kevin Smith, o primeiro Balconista é uma história sobre a vida dele aos 20 anos e o segundo é algo sobre sua vida aos 30, o amadurecimento do Dante no final do segundo filme me fez questionar um pouco sobre como o terceiro filme da franquia funcionaria se o final foi tão satisfatório e não parecia necessário continuar, porém depois do infarto que quase levou o homem para o encontro do Jesus maneiro minha opinião mudou bastante.
Jay & Silent Bob Reboot mostrou um pouco de como o Kevin está vendo a vida e pensando nela, esse filme mesmo foi mais uma celebração de sua vida e obra com a presença de todos os amigos que estavam presentes nos outros filmes ou em sua vida e tudo isso chega no Balconista 3 onde temos um pequeno momento de afago nos chegas e vemos um Kevin ainda mais maduro fazendo Dante lidar com tragédias pessoas e nos contar uma história divertida que deixa a despedida toda pronta e quando acontece é algo lindo que você sabia que estava lá e se emociona com os personagens.
Sendo assim encerro o meu post de eterna divagação e procrastinação indicando essa trilogia fantástica.