Fala Fugitivis, tudo bão com vocês, meus amigos garbosos e elegantes, ouvintes e leitores deste garboso e elegante blog?
Fazia muito, mas muito tempo mesmo, que eu não tinha um tempinho pra fazer posts, entretanto sobrou um espaço em minha conturbada e lotada agenda, e me senti compelido a escrever um pequeno re-viu (e logo vcs vão entender o por quê do nome ta escrito assim) sobre a terceira temporada de Love, Death e Robots, que saiu nessa semana na Netflix (aló Netflix patrocina nóis!!!). Como eu ja vi a temporada irei reve-la enquanto confecciono este post com as minhas impressões, pra deixa-las frescas na memoria (por isso o nome é "re-viu" com "u" mesmo, entenderam, hein hein... Cof, Cof, aham). Também vou conjecturando episodio por episodio e dando as notas de cada um deles, no final faço a media marota e dou a nota final da serie. Lembrando que essas são as minhas imprssões e sentimentos sobre a serie, por favor fique a vontade para discordar e deixar seu comentátio me xingando, ou deixando suas impressões sobre a serie, e cada um de seus episodios. Bora!!!
Novamente
os três robôs da primeira temporada dão as caras pra nos servir de guias turísticos
do mundo pós-apocalíptico. Aqui eles não tentam mais descobrir como os humanos
se extinguiram, mas sim como foram os últimos momentos da sociedade humana
frente ao seu derradeiro destino: a extinção auto provocada. As tiradas e
ironias com a sociedade contemporânea estão afiadíssimas e rendem boas risadas.
O episódio tem um alto teor de "critica social foda", nesse caso sem
a ironia que esse termo, geralmente, carrega embutido nele, inclusive cabe ressaltar
que as críticas sociais estão em toda a serie, e nesse episodio já temos uma
anunciação do que vem por ai, nesta temporada. Aqui, neste ep, as tiradas de
humor negro ajudam bem a diluir essas criticas, que apesar de serem validas,
podem fazer o nariz de certos idiotas entortarem, sim to falando de vocês
galerinha do "ain começou a lacração".
Talvez
o episódio mais maneiro dessa temporada. Uma ressalva importante pra dublagem
pt-br, que está excelente. Sobre o ep: um terror marítimo puxado pro
lovecrafitiano, com uma trilha sonora impecável e aterradora. A animação característica
mistura muito bem o caricato com o realismo. A atmosfera do ep é ótima e a
critica aqui é sobre as relações humanas e como o poder pode mudar de figura
dependendo da inteligência humana, e das condições das relações entre os
membros de quaisquer organização. Um alto teor de psicopatia do personagem
principal deixa tudo ainda mais denso, a criatura no barco seria apena uma
alegoria, servindo pra mostrar que nós humanos podemos cometer atrocidades imperdoáveis
uns com os outros, dependendo do ambiente e da situação desesperadora à qual
somos submetidos? Afinal de contas, o plano do protagonista ao final do episódio
poderia ter sido melhor executado se sua tripulação tivesse tomado o ajudado,
mas as escolhas dessa tripulação fazem com que tudo seja muito mais complicado?
Ótimo ep... talvez o melhor dessa temporada, Sigamos...
"Viagem lisérgica
pura" definiria bem esse episódio... a animação 2.5D ta muito polida, e as
cores são o ponto alto do episódio... cheguei a comentar que é uma viajem
lisérgica da porra? Uma parte importante, e que torna esse ep muito
interessante, é que: não sabemos, até o minuto final, se as visões da
personagem principal são de origem alienígena ou se são apenas os efeitos das
drogas que ela tomou pra sobreviver ao perrengue espacial no qual a sorte à
colocou, e mesmo após o minuto final eu fiquei cá com minhas dúvidas... e por
um acaso eu falei que é uma viagem lisérgica do caraio esse ep?
Um episódio muito divertido, apesar disso, é o mais fraco da temporada, e também o mais curtinho. Gosto de como a perspectiva nesse episódio tem função importante pra mensagem final: a de que no fim das contas, para grande ordem das coisas que se apresentam, a humanidade e seus desafios de sobrevivência, sejam eles uma epidemia zumbi, ou o colapso ambiental que nos espera nas próximas décadas, são ínfimos e efêmeros. Frente ao cosmos a humanidade não passa de poeira lançada ao vento. Importante ressaltar que a crise zumbi começa porque alguém quis fazer um vídeo engraçadinho, provavelmente com o intuito de hitar nas redes sociais, talvez? A trilha sonora é excelente.
Esse
é um cliché da série (sim de toda ela): Equipe de militares ou paramilitares
bocas sujas e cheios de "personalidade" encontram um inimigo ultra
poderoso, mas como são fodões eles vão atirar e falar palavrões... porque são
fodões... e é isso. Esse só não é o ep mais paia da temporada porque a animação
é uma lindeza (pena ter sido "desperdiçada" com um roteiro tão ruim),
as cores são lindas a movimentação é ótima. Nesse ep a "crítica social
foda" fica a cargo de resumir a humanidade a: criaturas que gostam de
fazer outras criaturas capazes de nos matar mais rápido e melhor do que as
outras criaturas que a natureza já criou pra essa função. Fiquei me perguntando
se esses episódios não são financiados pela indústria armamentista, haja vista
a exaltação às armas nesse tipo de ep, que chega a ser pornográfica.
Desaconselho ver este episódio enquanto come. A animação hiper realista misturada com uma modelagem caricata nos personagens humanos deixa tudo muito interessante e meio nojento em alguns momentos. Aqui a "crítica social foda" foca em como nós gostamos de aprender com, e sobre, as coisas do universo, mas que somos havidos em utilizar este conhecimento para subjugar outros seres em nome dos nossos interesses... até nos depararmos com algo tão antigo que não seriamos nem um desafio à seus protocolos de sobrevivência. Também fica nítida a óbvia analogia, com os avanços tecnológicos, visando o progresso, que podem estar nos levando, em contra partida, para um apocalipse climático. Inclusive é tema recorrente da série a relação do humano com seres que fogem a nossa compreensão (usando nesse processo umas pitadas de terror cósmico lovecraftiano), e a relação dos humanos com o ambiente, seriamos nós esses seres que fogem a compreensão das outras criaturas deste planeta? afinal de contas queimar uma floresta rica em nutrientes pra pegar pedras brilhantes, que nada trazem de bom, é ou não é algo incompreensível, é ou não um terror cósmico? Gostei muito desse ep por me fazer pensar nestas bobagens.
Ratinhos
estão comendo alimentos transgênicos e iniciando uma revolução armada contra um
dono de celeiro (???). Mais da relação conflituosa entre seres humanos, que se
acham donos de toda terra, so porque sabem que ela é um planeta orbitando uma
bola de fogo, e as criaturas que talvez possuam mais anos de evolução que nós,
mas que por ironia do acaso não sabem que a terra é um planeta orbitando uma
bola de fogo... ou talvez saibam, so não se importam o suficiente com isso. E
essa crítica é jogada na sua cara pela fala do vendedor que traz a solução para
essa relação conflituosa entre as partes: extermínio. Gosto da personalidade do
fazendeiro e como o ep lança um olhar otimista de como poderia ser a
conciliação entre o humano e o ambiente: dando um tiro na tecnologia predatória
que forçaria à escala da vingança dos ratinho uma analogia óbvia a vindoura
crise climática na qual, TUDO INDICA, VAMOS NOS AFUNDAR NAS PROXIMAS DECADAS.
Mais uma equipe de militares ou paramilitares
que se deparam com um terror ancestral e incompreensível... já vimos algo assim
nessa série? eu acho que so umas 4 ou 5 vezes ne. Mesmo com a repetição de tema
o ep traz uma boa carga de terror cósmico e tem um desfecho brutal.
Último episódio da sequência que
apareceu para mim (não sei se foi como na primeira temporada que a serie tinha
3 sequencias diferentes de eps embaralhados, conta ai nos comentários se a sequência
dos eps foi diferente pra você). Nesse episódio a animação segue novamente o
estilo hiper realista para o ambiente, mas caricata para os personagens. Muito
interessante a subversão de valores onde temos uma entidade se equivocando
quanto a natureza agressora de um humano, que é tão ganancioso quanto os demais
de seu batalhão, mas como não podia ouvir o encantamento por ser surdo, é confundido
com alguém virtuoso, quando a surpresa da ganancia se apresenta em forma de
brutalidade e agressão a surpresa não é so da entidade como do espectador que
até então também se enganava com a natureza da personagem humana. A analogia óbvia
é com o colonizador surdo que so visa a ganância, e vilipendia as riquezas das
terras não exploradas, manchando com sangue essa exploração e fazendo da
violência sua pratica de apropriação das riquezas dessa terra.
Inclusive dá pra dizer que se
não o melhor, esse ep é um dos melhores dessa temporada, e faço das minhas, as
palavras do nosso chapa de coalizão, la do SuperAmiches,
o Amaro
Junior no twitter:
Alguém disse "Tu não entendeu como funcionam as colonizações? Quer que eu desenhe? Pois eu desenho! Aliás, eu desenho e animo!" e assim nasceu Jibaro, disparado o MELHOR curta dessa terceira temporada de #lovedeathandrobots ! pic.twitter.com/pdOAeZQgRC
— Amaro junior (@JuniorHellboy) May 22, 2022
O ep é aterrador. Nota: 9,5 / 10
E
é isso pessoal, agradeço a você que chegou até o final deste post e aturou as
asneiras que eu falei sobre cada episódio.
E como eu havia avisado, vamos para a nota média consolidada desta
temporada:
Nota: 8,33 / 10.
Discordou
de alguma coisa que foi dita nesse post ou quer elogiar a qualidade desta
bagaça, deixa um comentário ai, custa nada, ou cola com a gente nas redes sociais
do Rota de Fuga, que estão discriminadas logo abaixo.
Valeu e até a próxima!!!
Mande um e-mail para gente no: portalrotadefuga@gmail.com