Olá fugitivos kryptonianos, no texto de hoje vamos tratar da visão única do polêmico Frank Miller e do querido John Romita Jr nesse gibi sobre o início da vida e construção da moralidade do maior herói da Terra.
A história começa como quase toda história que se propõe ao contar sobre Clark Kent, dessa vez é rápido, sucinto e emocionante. vemos o momento antes de sua vinda para Terra pela ótica do próprio pequenino da família El, algo que particularmente me agradou muito, saindo do mundo tecnológico e aterrissando no Kansas e o Jonathan Kent encontrando o bebê em uma cena linda no traço do Romitinha.
O casal Kent me lembra o ideal da família perfeita e eu pensei em colocar isso como um erro, mas depois vi que foi um acerto, pois justamente a base perfeita, cheia de amor e carinho que só encontrada em comerciais de margarina e latas de pêssego em calda formam o caráter tão puro e humano, no melhor sentido desse jovem.
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esse momento é lindo |
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Os Kent foram bem representados |
Uma coisa que eu achei interessante foi o fato de desde cedo Clark ser poderoso e precisar se controlar, os saltos por exemplo. Outro destaque interessante neste primeiro volume é como Miller nos faz sentir a passagem dos anos através das estações e o início do ensino médio do Clark tendo que lidar com os valentões e se conter, duas coisas muito acertadas.
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se não tiver um gótico ou punk revoltado por nada não é Miller |
O modo como Lana Lang é apresentada é bem legal e poderia continuar assim, mas Miller tem que colocar a donzela em perigo e tornar Clark mais heroico que nunca, a cena em questão mostra o que seria um estupro coletivo que impedido por Clark, a cena poderia ter sido feita, ao meu ver, apenas com a ameaça de quebrarem a câmera e um braço dela, passado isso, vamos em frente.
E agora indo para o que mais me chamou atenção no momento do anúncio do título foi a questão de focar no fez ele super, não em poder e sim moralidade, algo que está sendo muito bem feito, até mesmo o evento que me fez torcer o nariz de início conseguiu me animar nesta edição, o Clark indo servir.
A conversa dele com o pai e a relação gostosa que os dois tem, existe uma camaradagem que me lembra o seriado Smallville e me deixa curioso para ver o segundo volume. Ao contrário do que se poderia se esperar Jonatham sabe que filhos são criados para o mundo e não para os pais e deseja que Clark conheça o mundo para poder conhecer mais sobre si e a escolha de se tornar soldado ao invés de ir para faculdade nos mostra, em um pequeno diálogo como o jovem coloca família em primeiro lugar já que o dinheiro que iria pagar sua faculdade teria melhor uso na fazenda.
Ao final de tudo que eu disse nesse post, apenas duas coisas me deixaram levemente irritado e já foram citadas no texto acima, no final a soma foi muito positiva e eu estou empolgado para o segundo volume, até lá.