Pular para o conteúdo principal

Assisti Midsommar e tô desconcertada (Com Spoiler)

Resultado de imagem para midsommar capa


Em Midsommar, acompanhamos como personagem principal a Dani, que acaba de perder os pais e a irmã de forma trágica, e ainda durante o período de luto, é convidada pelo namorado e seus amigos pra uma excursão para a Suécia, onde vai rolar uma festival tradicional em comemoração ao solstício de Verão, em uma comunidade remota. Como o nome do festival e do filme sugerem, é um evento que ocorre no meio do verão (no hemisfério norte). Como no Brasil, nessa mesma época, acontecem festividades onde todos usam vestimentas de moradores dos interiores, comem comidas típicas e etc. Lembrou da festa junina né? Pois é isso mesmo, nossas festas juninas tem influência de celebrações pré cristãs, incluindo o próprio Midsommar.

Resultado de imagem para midsommar  gif
(Olha a cobraaaaaaaaaaaaaa)

O filme tem direção e roteiro de Ari Aster, que trabalhou em Hereditary, e é perceptível algumas coisas em comum entre os dois filmes, eu sao sei explicar o quê exatamente, mas é uma vibe parecida. 
Quando assisti o trailer me pareceu muito mais assustador que o filme de fato, pois me deu a entender que era um terror de fantasma, quando na verdade Midsommar é um terror psicológico, inclusive me lembrou muito o famoso Run do Jordan Peele. Até aqui você já tem bastante informação pra saber se vai amar ou odiar Midsommar, se não gostou de Hereditary e Run, nem perca seu tempo.

A história começa a ficar doida quando Dani e seus amigos começam a entender o de forma profunda as bases da cultura e princípios dessa comunidade que fica num lugar bem no meio do nada.Eles questionam e fazem a gente questionar também o que ou não normal dentro das sociedades, e como alguns deles são estudantes de antropologia, fica tudo meio que explicado, e estes acabam por acalmar seus amigos quanto a absurdos como idosos que se jogam de precipícios ao chegar em certa idade, entregando por vontade própria sua vida, em um gesto de encerramento de ciclo. 

O problema é que com o decorrer dos 9 dias de festival, esses costumes vão ficando cada vez mais bizarros e quem é de fora não consegue assimilar tudo muito bem, e é aí que começa o terror psicológico pra valer.
Entre muitos rituais sagrados, a maioria deles envolvendo bebidas alucinógenas, a galera é induzida a fazer uma série de coisas que não quer fazer, mas acaba fazendo mesmo assim.

RISOS

Pontos Positivos:

  • Faz a gente pensar (Eu mesma estou há 3 dias ainda digerindo tanta informação)
  • Foge do padrão de terror escuro já que quase tudo, seja assustador ou não acontece em plena luz do dia (O que é explicado pelo fato que na Suécia os dias são mais longos durante o solstício) e também justifica o subtítulo do filme, Midsommar: O mal não espera a noite.
  • Fotografia impecável.
  • Tem o Will Poulter que é uma gracinha, iti <3 
Resultado de imagem para midsommar  gif

Pontos Negativos:

  • 2 horas e meia de filme, achei longo.
  • Pouca cena de jump scare.
  • Tem aquele final que não é final, fica as coisa no ar, nem todo mundo curte esse tipo de encerramento.

É isso meus amores, sempre que forem chamados para rolés antropológicos, pensem duas vezes antes de aceitar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um recado dos fugitivos

 Olá Fugutives, faz tempo que eu não escrevo aqui e na verdade parece que estamos honrando os nossos pais espirituais, vulgo MDM, e mantendo só o podcast, mas se você não é um viajante do tempo vindo de antes de 2015 sabe o Brasil está uma zona e isso está afetando a todos em diferentes proporções e

Rota de Fuga podcast 61 - Papo de bar - divagando legal

  Então fugitivos, voltamos e divagamos pra caramba, teve até participação especial nesse episódio então coloca o fone se divirta !

Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder's Revenge (2022)

  Abra qualquer critica do novo jogo dos tartarugas ninja e vocês verão a palavra "nostalgia" em bastante destaque... pois bem, o termo reducionista e infinitamente injusto com o jogo é usado para definir algo que vai muito alem disso, não é nostalgia que você sente ao jogar Shredder's Revenge, mas si "satisfação". E não é em ver um jogo dos tartarugas no modelo classico de briga de rua, ao qual elas sempre estiveram submetidas na midia dos games, mas sim por estar diante de uma "orgia visual" que vai alem do que ja se teve nos consoles, claro que nos arcades houveram jogos com a mesma proposta de se ter tantos inimigos em tela que, como recurso capitalista obrigava o jogador a por mais uma ficha pois não daria conta de chegar ao final so com 10, e assim jogos como X-men, Cadilacs e Dinossauros e ate mesmo os das Tartarugas, tinham varios inimigos na tela pra te forçar a sempre por mais uma ficha. Ja nos consoles a limitação tecnica ou a movimentação d...